LAUDO ANTROPOLÓGICO PARA HETEROIDENTIFICAÇÃO
O laudo antropológico será elaborado na forma de relatório técnico-científico, realizado por um antropólogo com expertise em características fenotípicas, experiências em vivências e critérios subsidiários que conectam os dados coletados ao grupo étnico-racial autodeclarado.
Nossa área de atuação é voltada para candidatos pardos que tiveram a heteroidentificação racial negada, especialmente aqueles cujo fenótipo se situa em uma linha intermediária (zona cinzenta) e não foi levado em consideração o critério da dúvida.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a subjetividade presente na definição do grupo racial de um indivíduo por uma comissão avaliadora implica que, diante de qualquer incerteza, a presunção de veracidade da autodeclaração deve prevalecer.
Ademais, destacamos que reconhece a legitimidade da adoção de critérios subsidiários na heteroidentificação, desde que sejam respeitados os direitos da pessoa humana e os princípios do contraditório e da ampla defesa sejam devidamente respeitados.
DO ANTROPÓLOGO AVALIADOR
NOME: JULIO CESAR
ESPECIALISTA EM HETEROIDENTIFICAÇÃO
VALIDAÇÃO PROFISSIONAL
CRA E CNPJ
Devidamente registrado para realizar perícias, avaliações e laudos.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Minha trajetória com a identificação étnico-racial teve início em 2004, quando atuei como produtor cultural em uma agência dedicada à difusão da cultura brasileira e afro em grandes eventos. Esse trabalho de campo e a imersão em diversas culturas e contextos, majoritariamente envolvendo pessoas negras (pretas e pardas), foram essenciais para uma compreensão aprofundada das culturas e dos grupos representados.
Ao longo de 20 anos, tenho realizado pesquisa etnográfica e promovido a inserção de pessoas pretas e pardas em espaços de poder, inicialmente em grandes eventos e, atualmente, em universidades e empresas públicas.
Liderando grupos amplamente discriminados, percebi a necessidade de realizar ativismo. Reconhecendo que mudanças substanciais exigiam formação acadêmica, em 2018, aos 46 anos, ingressei em uma universidade pública para cursar Gestão Pública pela Fatec.
Durante minha trajetória universitária, desenvolvi uma pesquisa específica sobre as práticas das bancas de heteroidentificação. Em 2021, após a graduação, ampliei meus conhecimentos em heteroidentificação racial, construção de editais e elaboração de pareceres, colaborando com cinco diferentes Institutos Federais.
Em maio de 2020, já havia lançado um canal no YouTube e no antigo Twitter, inicialmente chamado pardomestiçoeafins e hoje conhecido como @seposicionecomjc. O canal foi criado para debater questões relacionadas à identidade parda; no entanto, as dúvidas sobre os processos de heteroidentificação acabaram consolidando minha projeção como profissional nessa área.
Compreendendo a dimensão e relevância desse trabalho, entre 2023 e 2024, concluí uma pós-graduação em Antropologia e fundei a Banca Paralela, que se propõe a ser uma referência no processo de heteroidentificação.
PRINCIPAIS HABILIDADES E EXPERIÊNCIAS
Realização de pesquisas antropológicas;
Construção de laudos antropológicos;
20 anos de experiência em etnografia com pessoas pardas;
Criação de ferramentas para validação racial;
Especialista na avaliação de fenótipo intermediário (zonas cinzentas);
Pleno domínio de leitura social;
Presidência de bancas de heteroidentificação presenciais;
Assessoria a candidatos que concorrem a vagas pelo sistema de cotas raciais;
Elaboração de relatórios técnicos;
Análise de dados estatísticos coletados em pesquisas para síntese de informações;
Conhecimento e experiência em elaboração e análise estatística antropológica, além de coordenação de projetos de pesquisa em antropologia;
Experiência na organização de grupos historicamente discriminados;
Capacidade de dialogar com diversos movimentos sociais e lidar com a diversidade;
Habilidade para mediar conflitos;
Fundador da Banca Paralela, especializada em heteroidentificação racial.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Graduado em Gestão Pública pela Universidade Fatec São Paulo.
Ano: 2018/2021 e Pós-graduado em Antropologia pela Faculdade Focus.
Ano: 2023/2024
Formação em bancas de heteroidentificação pelo Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul.
Ano: 2022
Formação continuada em comissões de heteroidentificação para processos seletivos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais.
Ano: 2023
Formação continuada em cotas raciais e heteroidentificação, elaboração de editais e construção de pareceres pela Pró-Reitoria de Ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense.
Ano: 2022/2023
OUTROS CURSOS DO MESMO INSTITUTO
A invisibilidade da mulher negra no contexto acadêmico;
A valorização da cultura afro-brasileira no ambiente escolar;
Acesso e representatividade nos espaços acadêmicos;
Por que as cotas raciais são necessárias?
VALOR DO LAUDO R$ 1800,00 (mil e oitocentos reais).